Contabilidade para médicos: 6 dicas importantes que você precisa conferir!

Contabilidade para médicos

Seja na hora de abrir o consultório ou seja para a manutenção das atividades, a contabilidade para médicos é sempre um assunto importante – e capaz de gerar muitas dúvidas.

Com o dia a dia super corrido, contudo, nem sempre os médicos têm tempo para se dedicar ao tema. E é aí que acontecem surpresas desagradáveis como multas, sanções e até problemas financeiros devido aos impostos pagos de forma incorreta.

Será que a sua clínica médica pode estar atuando de forma irregular sem que você saiba? Quer aprender a melhorar a contabilidade do seu consultório, mas não tem ideia de por onde começar? Continue lendo este artigo e veja as dicas mais importantes que separamos!

 

1-  É mais vantajoso atuar como pessoa jurídica

Essa é de longe a dúvida mais comum dos médicos que estão em início de carreira. Muitos ainda acreditam que atuar como pessoa física é mais vantajoso, porém essa não é uma verdade.

A principal vantagem de atuar como pessoa jurídica é a carga tributária menor. Se você atuar como pessoa física, o imposto de renda poderá chegar aos impressionantes 27,5%, de acordo com a tabela progressiva.

Mesmo que você lance as despesas dedutíveis (folha de pagamento, aluguel, INSS etc.), ainda assim terá que lidar com uma carga tributária altíssima – capaz de impactar significativamente na lucratividade do seu negócio.

Ao abrir um CNPJ, por outro lado, você poderá optar pelo regime tributário mais adequado a sua realidade (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e em todas elas a carga tributária será bem menor do que a alíquota de 27,5%.

Além disso, você terá um negócio formal, poderá emitir nota fiscal e também participar de licitações públicas, conseguir empréstimos para empresas e várias outras vantagens que só um CNPJ poderá trazer ao seu negócio.

 

2-  Atenção na hora de abrir a sua empresa

A abertura de uma empresa é algo que sempre merece atenção, independentemente de ela ser no ramo da saúde ou não. Nesse ponto, trabalhar com um escritório de contabilidade para médicos pode ser muito vantajoso, para lhe orientar adequadamente sobre as melhores práticas.

De uma maneira geral, os tipos mais comuns de empresas médicas são:

  • sociedade simples pura: realizada entre médicos com responsabilidade limitada ou ilimitada;
  • sociedade simples LTDA: sociedade registrada em Cartório com responsabilidade limitada ao capital;
  • sociedade empresarial LTDA: sociedade registrada na Junta Comercial com responsabilidade limitada ao capital;
  • empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI): empresa individual com responsabilidade limitada ao capital.

Além disso, você também terá de escolher pelo regime tributário, que poderá ser Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Essa escolha dependerá do seu faturamento médio e de outras orientações específicas.

Depois disso, será preciso seguir uma série de procedimentos como:

  • elaborar e registrar o contrato social da empresa;
  • registrar a empresa no Conselho Regional de Medicina;
  • registrar a empresa na Receita Federal;
  • realizar o registro na Prefeitura para obter o Alvará de Funcionamento;
  • caso seja um consultório, receber a autorização do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária para abertura.

Como são muitos os trâmites, contar com uma assessoria especializada é indispensável para não cometer nenhum erro que possa trazer prejuízos ao seu negócio recém-inaugurado.

 

3-  Fique atento a DMED

A DMED (Declaração de Serviços Médicos) é uma obrigação instituída pela Receita Federal para todos os prestadores de serviços de saúde no Brasil.

A declaração precisará conter informações de pagamentos recebidos por pessoas jurídicas prestadoras de serviço de saúde e operadoras de planos privados de assistência à saúde.

Essa obrigação visa validar as informações sobre despesas médicas contidas na declaração de ajuste anual do imposto de renda. E é preciso atenção porque a DMED é obrigatória para qualquer empresa de saúde, independentemente do regime tributário adotado.

Além dos médicos, essa obrigação se estende aos psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentistas, terapeutas ocupacionais, laboratórios, hospitais, clínicas médicas de qualquer especialidade, serviços de próteses dentárias e ortopédicas, serviços radiológicos, estabelecimentos geriátricos e qualquer estabelecimento do ramo da saúde.

 

4-  Saiba quais são os principais tributos das clínicas médicas

A legislação tributária brasileira é extensa e complexa. Por isso mesmo, quem não é da área, às vezes pode cometer erros capazes de deixar a empresa vulnerável à ação do Fisco.

Para não ter problemas fiscais, o ideal é conhecer muito bem todos os tributos relacionados a atuação das clínicas médicas. Em relação aos valores de cada tributo, isso dependerá do regime escolhido (por isso essa é uma decisão tão importante).

De uma maneira geral a pessoa jurídica paga:

  • Imposto de renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS): esse imposto é aplicado sobre a receita bruta da clínica e destinado à Previdência e à Assistência Social;
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): imposto cobrado de todas as pessoas jurídicas como uma forma de apoio à Seguridade Social;
  • INSS, com incidência direta na folha de pagamento;
  • Programa Nacional de Integração Social (PIS);
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), com taxa diferente dependendo do município.

 

5-  Escolha corretamente o regime tributário

O regime tributário é um assunto de suma importância na contabilidade para médicos. Afinal, se ele for mal escolhido, você poderá acabar pagando mais impostos do que o necessário.

Algumas clínicas médicas utilizam o Lucro Presumido. Neste tipo de regime, o valor pago pelos impostos segue uma predeterminação do governo. Assim caso você tenha tido um faturamento maior no período, pagará apenas pelo que foi presumido e não pelo lucro real. Porém, em casos de prejuízo, terá de pagar os impostos mesmo assim.

Outra opção interessante é o Simples Nacional, especialmente para os micro e pequenos consultórios.

A grande vantagem é que todos os impostos são recolhidos em uma só guia, com um valor mais acessível. Porém, é preciso ficar atento ao limite de faturamento bruto anual que não deve ultrapassar R$4,8 milhões.

 

6-  Conte com ajuda especializada

Lendo este conteúdo já deu para notar que a contabilidade para médicos é um assunto bastante delicado e que merece cuidado e conhecimento, não é mesmo?

Por isso, a melhor dica é buscar por uma assessoria especializada e acostumada a lidar com o ramo da saúde, que conheça os pormenores e exigências deste setor e esteja atualizada com as melhores práticas do mercado.

Além de oferecer orientação na abertura da empresa, escolha do regime tributário e demais obrigações, o contador ainda poderá fornecer uma série de dados e informações sobre a vida financeira do seu negócio, ajudando na tomada de decisão mais estratégica e no aumento da lucratividade da sua clínica.

Depois de ler este conteúdo, já está mais bem informado sobre a contabilidade para médicos? Aproveite e compartilhe as nossas dicas com os seus colegas de profissão nas redes sociais!

3 dicas para terceirizar sua contabilidade com sucesso

Quando digo terceirizar, neste contexto, quero dizer: contratar um escritório de contabilidade para realizar as tarefas referentes ao departamento pessoal, à escrituração fiscal e contabilidade. Basicamente são essas as atividades que se repetem mensalmente.

 

Os escritórios de contabilidade também fazem os procedimentos de abertura e encerramento de empresa, bem como as alterações contratuais, quando necessárias.

 

Além das atividades que se repetem mensalmente – dependendo das características de sua empresa e do regime tributário em que ela está enquadrada –  vale lembrar que existem as famosas obrigações acessórias, que são declarações que devem ser entregues aos entes fiscais, sendo que a grande maioria delas é exigida pela RFB: Receita Federal do Brasil.

 

No site do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, vocês podem ver que obedecer a legislação tributária brasileira não é tão fácil como alguns querem fazer parecer. Mesmo com a tal da inteligência artificial.

Segue o trecho que quero destacar:

“A complexidade tributária no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), envolve cerca de 63 tributos e 97 obrigações acessórias – conjunto de documentos, registros e declarações utilizadas para o cálculo dos tributos e que precisam ser enviados ao Fisco dentro de prazos pré-estabelecidos sob pena de multa, provenientes de 27 estados e mais de cinco mil municípios com legislações diferentes. 

Além disso, estima-se que cada empresa tem que seguir atualmente mais de 3.790 normas, o equivalente a 5,9 quilômetros de folhas impressas em papel formato A4, ainda de acordo com o IBPT. A cada dia, uma média de 30 novas regras ou atualizações tributárias são editadas no país. A cada hora, mais de uma nova norma tem que ser seguida ou levada em conta no cálculo dos impostos. 

 

Então, vamos às 3 dicas:

 

1) Escolha um escritório com experiência

Hoje em dia tem um monte de sites de escritórios de contabilidade que oferecem um trabalho genial a preço de banana. CUIDADO! Não tem milagre. Então busque um escritório que tenha tradição, que tenha provado ao longo do tempo sua capacidade de superar as dificuldades do cenário econômico, de acompanhar as mudanças da legislação e saiba atender seus clientes com agilidade e trabalho sério. Dito de outra forma: não dá para viver em estado de urgência. Fazer tudo com pressa e … depois ver que tem um monte de coisa errada. Tem pendências, multas…

Então, escolha um escritório que seja seu parceiro e o ajude a organizar sua empresa, cumprindo as regras da Lei. Isso vale para quem vai começar seu negócio, bem como para quem quer reestruturar a empresa.

 

2) Escolha um escritório que invista constantemente em tecnologia

De nada adianta o escritório de contabilidade ter tradição e um excelente trabalho se não estiver constantemente investindo em tecnologia: sem tecnologia atualizada não tem como ter sucesso na terceirização da contabilidade. Cada vez mais tem que se digitar menos. O software da empresa e o do escritório praticamente são uma coisa só. Devem se integrar perfeitamente, facilitando o dia a dia e economizando tempo.

 

3)Invista bastante na gestão de sua equipe

É fundamental você investir tempo na gestão e motivação de sua equipe para alinhar todos os procedimentos com seu escritório de contabilidade. Por que? Porque é natural em todos nós que haja uma resistência às mudanças.

– “Xiii, vai terceirizar a contabilidade. Não vai dar certo…”

– “Será que vou perder meu emprego? Melhor deixar tudo como está”.

– “Quero fazer do meu jeito”.

– “O escritório de contabilidade tem muitas regras. É difícil para mim me adaptar”.

– “Vou ter que aprender a usar um novo software. Não tenho tempo, vivo cheio de serviços”.

 

E tantas outras objeções que as pessoas criam, para não sair de sua zona de conforto. Ao longo do tempo, colecionamos uma série de depoimentos de proprietários de empresas pequenas, médias e grandes, onde se vê claramente que a própria equipe da empresa boicotou o projeto de terceirização da contabilidade. Por medo, por desconhecimento, ou por simplesmente não querer mudar a forma de trabalhar.

 

O resumo da situação é: para ter sucesso na terceirização da contabilidade, motive seus funcionários e avalie as reais necessidades de sua empresa. Feito isso, escolha um escritório de sua confiança, seguindo as duas primeiras dicas.

 

Espero que este post seja muito útil na sua tomada de decisão.


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde o ano 2000, trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

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Contabilidade é Futebol

O que você precisa saber antes de trocar de escritório

Peço alguns minutos de atenção para que acompanhem este raciocínio. Então, vamos lá. Todos os times de futebol têm 11 jogadores, um banco de reservas, um técnico. Tem o árbitro e os bandeirinhas. Primeiro tempo: 45 minutos. Intervalo: 15 minutos. Segundo tempo: 45 minutos. Tem os acréscimos definidos pelo árbitro e dependendo do jogo tem a prorrogação. As mesmas regras valem para todos.

Se você, leitor, fosse em algum evento motivacional, muito provavelmente o palestrante diria que “jogar bola todo time joga, fazer gol todo mundo faz”. Ou seja: não tem o tão falado e endeusado “diferencial”. Quando o time joga e faz gol, ele não está criando nada disruptivo, não está fazendo nada diferente da concorrência. É sempre a mesma coisa! A pergunta que quero que vocês façam é óbvia: então por que tem time que é campeão, que é referência mundial, que tem craque? Esse time campeão não está criando nada novo, está apenas cumprindo as regras do jogo. E se saindo muito bem, acima da média. É por “fazer o que é normal e esperado” que conquista títulos e prestígio no esporte.

Agora, vamos usar esse raciocínio para a contabilidade. Então:

Calcular os impostos. Preencher as guias de pagamento. Elaborar todas as obrigações acessórias e entregar no prazo. Elaborar a folha de pagamento com todas as variáveis. Fazer todos os lançamentos contábeis de todas as operações da empresa. Executar corretamente todas essas atividades normais é igual para todos os escritórios de contabilidade. (Assim como 11 jogadores entrarem em campo. Não tem nada de novo.)

Todavia não é tão simples e fácil como alguns afirmam categoricamente, dizendo: “Mas isso todo escritório faz. Isso é o mínimo. Isso não agrega valor ao cliente. Isso é apenas cumprir a Lei e cumprir a Lei é obrigação”. Ok, concordo discordando dessas alegações. Seria como dizer que “todo time de futebol joga o jogo e faz gol. Isso é o mínimo, não agrega nenhum valor aos torcedores. Isso é apenas cumprir a tabela do campeonato e cumprir a tabela é obrigação”.

Dito de outra forma: está ocorrendo em larga escala um processo de banalização da atividade contábil, que pode ser resumido na frase: Fazer contabilidade é fácil. Isso seria como dizer que jogar futebol é fácil. Você vai num evento de empreendedorismo, sai de lá, junta 10 amigos, todos muito motivados, daí forma um time, vai jogar contra o Barcelona e … ganha de 3 x 0. Ôooo, gente. Peraí, não é assim. Nem com inteligência artificial. O buraco é mais embaixo.

Jogar futebol e ser campeão seguidas vezes é fácil para quem sabe. Para quem é craque. Para quem tem conhecimento, talento, e se dedica muito. Qualquer um joga futebol com os amigos e depois toma umas cervejas. Isso não tem nada a ver com ser um time de futebol profissional respeitado por seus títulos, seus craques e sua performance ao longo de décadas.

Então, pense bem antes de trocar de escritório de contabilidade. Avalie a situação. Se realmente seu escritório for uma espécie de “timinho de várzea que joga sempre mal”, quem acaba sendo prejudicado é você e sua empresa. Daí entendo que você deve “trocar de time” e buscar um time campeão, com resultados comprovados. Atenção: resultados comprovados não são as frases de marketing que você encontra em praticamente todos os sites. Resultados comprovados são clientes satisfeitos, nome com credibilidade, tradição no mercado, seriedade na execução dos serviços; e uma equipe que entenda suas necessidades e atenda com agilidade.

 

Antes de trocar de escritório de contabilidade, vamos resumir assim o que você precisa saber:

  • Pense bem, avalie a situação. Seu escritório é um Real Madrid. 7 vezes campeão mundial? Então pode ser que o problema esteja na sua empresa. Peça ajuda ao seu contador, converse com ele. Ele é seu parceiro;
  • Seu escritório está mais parecendo o Íbis Sport Club? Que ficou conhecido como o pior time do mundo… então busque um escritório campeão, que certamente vai contribuir para o sucesso do seu negócio;
  • Verifique no contrato de prestação de serviços os detalhes de rescisão contratual: o aviso prévio varia, podendo ser de 30, 60 ou 90 dias. Geralmente esses são os prazos mais comuns. Se você não cumprir essa regra, sua empresa terá que pagar uma multa pela rescisão do contrato. Contudo, muitas vezes, fica mais barato pagar a multa do que continuar com um escritório que não lhe atende bem e pode estar lhe causando prejuízos.
  • Apesar de eu ter lido recentemente que “não tem época certa para trocar de contador”, minha experiência pessoal me diz que o ideal é você optar por trocar no início do ano, janeiro; ou na metade do ano, julho. Isso não está em nenhuma Lei, é apenas fruto da prática do dia a dia. Usando mais uma vez o futebol. Terminou o 1º tempo e o time está perdendo de 2 x 0. Você esperaria chegar aos 44 do 2º tempo para trocar um jogador? Não tem época certa, mas logo no início do 2º tempo, o jogador teria 45 minutos para virar o jogo. Isto é: não tem época certa, mas tem o melhor momento, o mais adequado para alinhar a operação de sua empresa com os procedimentos do novo escritório. Mesmo assim, repito: não tem prazo legal. Cumprindo o aviso prévio (ou pagando a multa contratual) a decisão de trocar de escritório é sua.
  • Por melhor que seja o novo escritório, sempre haverá um período de adaptação entre sua equipe e a equipe do escritório. Isso é normal. Você precisa saber disso, antes de trocar de escritório, para não ficar com a falsa impressão de que cometeu um erro. Se você seguiu as 4 dicas anteriores e decidiu trocar, muito provavelmente você acertou. Mas é necessário um período de adaptação, que varia muito, pois depende das características do seu pessoal e da equipe do novo escritório. Grosso modo, algo em torno de 3 meses, eu penso que seja bastante razoável.

 

Espero que estas informações sejam úteis para sua tomada de decisão e … bola pra frente!


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde o ano 2000, trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

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Escritório de Contabilidade em Jundiaí Diante das Inovações Tecnológicas

Segundo a visão de Flavinho Buzaneli

Meu pai, Flávio Buzaneli, fundou nosso escritório em 1955. Naquela época, como já disse em posts anteriores, fundar um escritório de contabilidade era criar um negócio disruptivo, na medida em que alterava drasticamente a atuação do contador, até então restrito a ser contador de uma única empresa.

A década de 50 foi o momento em que surgiram os primeiros escritórios de contabilidade, criando um modelo de negócios que não existia. Em 1955, meu pai tinha 20 anos. Qualquer semelhança com os jovens empreendedores de hoje não é mera coincidência. 20 anos é aquele momento –  na história pessoal de cada um – que a gente tem um pique para querer mudar o mundo! E ganhar dinheiro. De preferência, ficar rico. O que mudam são os caminhos, de acordo com as convicções de cada um. Uns vão para a engenharia, outros entram na medicina ou odontologia; os que mais gostam de escrever e ler acabam indo para o mundo jurídico, abrindo sua sociedade de advogados, trabalhando como consultores, e tantas outras profissões ligadas à palavra falada e escrita.

O que mudam são os caminhos. Hoje tem Whatsapp, Facebook, Linkedin, Instagram, Twitter, Youtube, Google e por aí vai. Mais uma infinidade de aplicativos que se multiplicam e se transformam. E uma parafernália digital online que gera oportunidades e receios. Repetindo algum famoso influenciador, ou pode ser que saiu da minha cabeça mesmo, ouso dizer que hoje temos mais soluções do que problemas. E o que isso tem a ver com escritório de contabilidade? O óbvio: os escritórios de contabilidade surgiram como uma solução inovadora, prática e mais barata.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Podemos dizer que praticamente até o ano 2.000 os escritórios de contabilidade ofereciam em primeiríssimo lugar seu conhecimento para calcular os tributos corretamente. Isso significa dizer que a grande maioria dos clientes enxergava o escritório como o parceiro que iria apurar corretamente os impostos e enviar em tempo hábil as guias (datilografadas em diferentes formulários; e posteriormente impressas), para que os “office boys” fossem ao banco para pagar, após ficarem muito tempo na fila…

Isso é passado, mas não é saudosismo. Temos que entender o passado para direcionar nosso momento presente na criação do futuro que queremos. Isso vale tanto para as pessoas físicas quanto para as pessoas jurídicas.

O motor da mudança, na minha opinião, foi a Receita Federal do Brasil. As secretarias da fazenda de cada estado foram seguindo a tendência e os municípios também. E qual era essa tendência? Usar a tecnologia e a internet para construir sistemas de cruzamento de informações com o objetivo de detectar muito rapidamente qualquer erro por parte dos empresários; especialmente se não houve o pagamento correto de determinado imposto. Para o fisco, era evidente que jamais seria possível fiscalizar adequadamente as múltiplas atividades econômicas, dentro do prazo previsto em Lei. Hoje, antes da mercadoria sair da fábrica e chegar na loja, o fisco já tem todas as informações que necessita para saciar sua fome de tributos.

Se por um lado as inovações tecnológicas permitem ao fisco atuar de uma maneira impossível de se imaginar até o ano 2.000, por outro lado essa mesma tecnologia está reinventando o conceito de trabalho e empresa, abrangendo todas as áreas numa velocidade cada vez maior.

QUAL INOVAÇÃO QUEREMOS?

No artigo: Não é qualquer inovação que promove crescimento, escrito por Felipe Scherer, ele cita o maior guru da atualidade quando falamos em inovação: Clayton Christensen, que classifica a inovação em 3 categorias. Segue o trecho que achei mais interessante do texto original publicado nesse artigo do site da EXAME:
“Inovação de Eficiência – são as que visam a redução de custos através da eficiência operacional. Elas têm como consequência a eliminação de empregos e o aumento do caixa livre. As inovações de eficiência dão retorno rápido de 3 meses a 2 anos, não tem muito risco e o mercado já existe. As empresas fazem isso repetidamente em diferentes ciclos, especialmente porque as empresas são avaliadas por isso (indicadores financeiros).

Inovação Sustentada – são aquelas que visam aperfeiçoar os produtos para pelo menos manter as margens e competitividade. Elas mantêm a economia funcionando, porém normalmente não geram crescimento ou empregos. Servem para manter o padrão de vendas.

Inovação Disruptiva – essas são as que transformam produtos caros em acessíveis. Ele citou o exemplo do Japão onde foram feitas várias inovações disruptivas como os carros Toyota, motos Honda, impressora Canon ou rádios portáteis Sony. Depois na década de 90 as empresas japonesas começaram a focar em inovação de eficiência. Para ele, a única inovação disruptiva nos anos 2000 vinda do Japão foi o Nintendo Wii.

Christensen defende que a inovação disruptiva é a que promove o crescimento do emprego, cria novos mercados, combate o não consumo, traduzindo-se em um efeito econômico multiplicador na cadeia”.

O primeiro passo, assim, é avaliar qual tipo de inovação seu negócio necessita para então buscar as ferramentas tecnológicas que viabilizem a implantação da inovação desejada. Nem preciso dizer que essa busca por inovação tem que ocorrer constantemente, tem que estar no DNA da sua empresa e também no DNA do escritório de contabilidade, que você escolheu para ser seu parceiro.

E AGORA, JOSÉ?

“…a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio,
não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou,
e agora, José?”

No site Cultura Genial, Carolina Marcello escreve: O poema “José” de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na coletânea Poesias. Ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar.

Tomo a liberdade de usar a poesia do mestre Drummond justamente com a mesma interpretação de Carolina, adaptando para o atual momento, em que as inovações tecnológicas invadiram todos os campos do conhecimento e comportamento humanos, criando uma sensação de perplexidade.

“O sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande” pode muito bem ser nosso sentimento diante do gigantesco mundo novo que a tecnologia está criando.

“A sua falta de esperança” pode ser uma espécie de não-tem-mais-jeito-temos-que-mudar-em-ritmo-acelerado.

E “a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar” representa a infinidade de escolhas que todos nós estamos tendo que fazer, sem ter realmente segurança que são as melhores escolhas, pois a tecnologia vem e … varre a realidade como um tsunami.

Diante desse cenário desafiador, os escritórios de contabilidade, especialmente aqueles que conheço na cidade de Jundiaí, estão se posicionando com determinação, trabalho sério e um mindset preparado para encarar essa nova realidade.

FLÁVIO BUZANELI SERVIÇOS CONTÁBEIS certamente oferece os benefícios das inovações tecnológicas aliados à uma credibilidade construída em mais de 60 anos de experiência. Essa é nossa escolha: agregar tecnologia e tradição para prestar os melhores serviços e proporcionar as melhores soluções a todos os clientes.

 


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde o ano 2000, trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

 

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IMPOSTO DE RENDA. EM PRIMEIRO LUGAR, O ÓBVIO: quem está obrigado a declarar?

O tema, imposto de renda, sempre traz dúvidas. Por isso há vários anos a Receita Federal do Brasil faz um manual com perguntas e respostas, com o objetivo de facilitar a vida do cidadão. Nós, contadores, o chamamos de “Perguntão”.

O manual deste 2019 tem 704 perguntas e respostas. O que mostra duas coisas óbvias:

  • O assunto é vasto e complicado;
  • A Receita Federal do Brasil busca descomplicar de forma prática e objetiva.

Antes de ficar preocupado, a primeira atitude é saber se você está obrigado a declarar. Aliás essa é a pergunta número 1, que abre o manual. Transcrevo abaixo o texto na íntegra, uma vez que a RFB permite a utilização, desde que citando a fonte.

“OBRIGATORIEDADE

001 — Quem está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual relativa ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018?”

Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2019, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2018:

1 – recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70 (vinte e oito mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e setenta centavos);

2 – recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

3 – obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

4 – relativamente à atividade rural:

  1. a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 (cento e quarenta e dois mil, setecentos e noventa e oito reais e cinquenta centavos);
  2. b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018;

5 – teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

6 – passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou

7 – optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.”

Pronto. Agora você tem a fonte oficial para saber se tem ou não que declarar.

Mas se mesmo assim se sentir inseguro, teremos o maior prazer em atendê-lo. Entre em contato conosco para fazer seu agendamento, pelo telefone (011) 4521 1733, ou pelo email: ir@buzaneli.com.br


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde o ano 2000, trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

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A importância de estar com minha contabilidade em dia

Costumo dizer que nenhum empreendedor é motivado a iniciar seu negócio com o objetivo de pagar impostos; nenhum empresário chega em sua empresa pensando em quais obrigações tributárias ele deverá atender naquele dia.

O dono do restaurante não está pensando em ver um balancete mensal perfeito, mas, sim, em fazer a melhor lasanha da cidade. Enfim, ninguém se motiva a ter seu próprio negócio para atender às regras legais vigentes no país. As pessoas querem ter seu próprio negócio, tendo em mente prosperar, ganhar mais dinheiro, ter mais liberdade de horários, ser “dono do próprio nariz”, como se dizia antigamente.

E ser feliz. Simples de escrever, mas… e na prática, no cotidiano, como agir?
Será que ter a contabilidade em dia não deveria estar também no checklist de todos os empreendedores e empresários?

Por outro lado, olhando para a economia com olhos de Governo, nenhum órgão governamental vai se preocupar se seu produto tem qualidade, se sua loja tem um bom atendimento, se o seu bar serve o melhor chopp, ou se seu serviço é diferenciado e encanta seu cliente. O Governo – nas esferas federal, estadual e municipal – cria todas as regras, através de leis, com o objetivo de organizar a economia, oferecendo condições iguais para todos. Pelo menos deveria ser assim. E também com o objetivo de arrecadar tributos – ele será seu sócio, mesmo que você não queira, ou não leve isso em consideração quando estiver criando o próximo aplicativo que vai revolucionar o mercado. A criatividade do Governo é fiscalizar e arrecadar. E ele é cada vez mais rápido e eficiente nessas tarefas. Cuidado então quando criar uma sobremesa sensacional, que até ganhou prêmio em programa de gastronomia, para não descobrir – tardiamente – que sua empresa tem dívidas tributárias gigantescas, comprometendo a continuidade do negócio e passando por dificuldades financeiras.

A única solução inteligente é conciliar sua motivação em ter um negócio rentável, com foco nas necessidades do cliente e atender à legislação brasileira. Ter a contabilidade em dia é o passo inicial dessa jornada.

Primeiramente, vamos esclarecer o que é exatamente ter a contabilidade em dia. Pode parecer óbvio, mas é necessário lembrar que o mundo empresarial vira em torno dos meses, sendo que cada mês – para fins contábeis, fiscais e departamento pessoal – é chamado competência.

Vamos usar a definição da NETIOB, que é bastante clara:

O princípio da competência consiste no fato de que as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado da empresa no período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento.

A competência é um dos princípios da contabilidade, não só aqui no Brasil. É um princípio mundial. O princípio da competência basicamente alinha os acontecimentos da empresa a cada período de um mês, de tal forma que todas as receitas e despesas sejam lançadas corretamente, obedecendo sempre o mesmo padrão, com o objetivo de garantir a consistência das informações, dando credibilidade ao relatório contábil.

Ok. Tudo bem. Mas… e quais benefícios os sócios da empresa vão ter com essa contabilidade em dia?

Sem querer esgotar o assunto, aponto aqui 5 motivos muito importantes:

1 – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS AOS SÓCIOS, SEM INCIDÊNCIA DE TRIBUTAÇÃO

Está previsto em Lei que os lucros da empresa podem ser distribuídos aos sócios na condição de rendimentos isentos, para fins da declaração de imposto de renda. Isso significa dizer que, se a contabilidade não estiver em dia, conciliada com todos os lançamentos corretos, não há como se apurar o lucro. Nessa situação, mesmo que haja lucro, os sócios não podem fazer a distribuição, pois estarão desobedecendo a previsão legal. Observando que a empresa tem que estar com todos os tributos pagos.

2 – OBTENÇÃO DE LINHAS DE CRÉDITO COM MAIOR FACILIDADE

Seja na fase inicial, seja em momento de reestruturação, pode ser que sua empresa precise fazer um empréstimo ou um financiamento. Para isso, as primeiras coisas que a instituição financeira vai querer são o balanço patrimonial e um balancete atual, além de outros documentos que poderá exigir, mas que sempre estarão ligados ao fato da empresa estar com sua contabilidade em dia.

3 – CONTROLE FINANCEIRO DA EMPRESA MAIS ÁGIL E EFICIENTE

Nem preciso dizer que para você poder acompanhar a vida financeira de sua empresa e saber se está conseguindo alcançar suas metas, é fundamental que tenha a contabilidade de sua empresa em dia. Dessa maneira, você, seus sócios e seu contador/escritório de contabilidade poderão analisar os números, a fim de corrigir possíveis erros de estratégia e tornar a operação da empresa mais rentável.

4 – SAÍDA OU FALECIMENTO DE SÓCIO: DEMONSTRA A SITUAÇÃO PATRIMONIAL DA EMPRESA

Se um sócio quiser sair da empresa, pela regra legal ele tem que oferecer a venda das cotas primeiramente aos atuais sócios, para depois oferecer para outras pessoas. Mas, quanto vale a empresa? Qual é o patrimônio? Capital social? Posição do ativo permanente, do caixa e das dívidas? Tudo isso deve estar corretamente demonstrado na contabilidade da empresa. Mas de nada adianta você estar vendendo a empresa agora e apresentar ao possível comprador um balancete de seis meses atrás. Ficará evidente que tem alguma coisa fora do lugar.

Se ocorrer falecimento de um dos sócios, também pode ser uma situação delicada, se os herdeiros acharem que a empresa tem mais dinheiro ou tem mais valor do que o sócio remanescente estiver apresentando. Para evitar discussões desnecessárias e ter um documento objetivo, a apresentação dos relatórios contábeis é essencial e – obviamente – a contabilidade tem que estar em dia.

5 – PROVA EM JUÍZO

Para todas as situações que dependam de perícia contábil, em especial reclamações trabalhistas e recuperação judicial, estar com a contabilidade em dia e ter os relatórios contábeis atualizados é o que seu advogado vai precisar para provar que a razão está ao seu lado. Caso contrário, a solução do conflito judicial vai demorar mais, ou pior ainda, você poderá ser condenado injustamente, pelo fato de não apresentar a contabilidade em dia.

Se você quiser mais detalhes que certamente vão lhe ajudar a ter a contabilidade em dia com mais agilidade e praticidade, sugiro que leia também TOP FIVE: 5 DICAS PARA A EXCELÊNCIA NA GESTÃO DE SUA EMPRESA.

Espero ter contribuído para o sucesso de sua empresa.


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde 2.000 trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

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