Departamento de Pessoal: como realizar o trabalho em equipe

Depois que você fez o planejamento e definiu os detalhes da gestão do seu negócio, é sua equipe de trabalho que vai fazer acontecer. Equipes motivadas e cientes do que devem fazer, como deve ser feito, como atender os clientes e como prevenir problemas são essenciais para você alcançar seus objetivos.

Se você estiver começando sozinho, então você é sua equipe. Treine-se! Aprenda constantemente sobre todos os aspectos do seu negócio. Se o empreendimento for bom, a empresa deverá crescer, você terá de contratar funcionários e saberá como treiná-los nos aspectos mais importantes do seu negócio.

Se você já estiver numa fase de reestruturação, vale a mesma premissa: funcionários motivados e treinados são fundamentais.

Inovação tem que fazer parte do DNA da sua empresa. Para que isso realmente aconteça, o treinamento constante da equipe é fundamental.

Depois dessas considerações gerais, você tem que saber diferenciar o que são os serviços de recrutamento e seleção e o que são os serviços do departamento de pessoal do escritório que você vai contratar. Então, vamos lá.

Recrutamento e seleção é uma atividade que poderá ser realizada de duas maneiras:

Após você ou a agência de empregos/RH ter feito o recrutamento e seleção, as informações do candidato escolhido devem ser enviadas ao departamento de pessoal do seu escritório de contabilidade.

Lembrando que tem um monstro novo no pântano, chamado e-social. O e-social é um projeto do Governo Federal, que começou a ser implantado gradativamente em 2014, tendo sofrido alguns atrasos na implementação, mas, que a partir de 2018, deverá estar em pleno vigor. A partir do dia 1º de janeiro de 2018, só para o empregador com faturamento em 2016 acima de R$78 milhões. A partir de 1º de julho de 2018, para os demais empregadores. Ou seja, a partir dessa data o monstro e-social vai devorar todo empresário que não estiver preparado para enfrentá-lo.

Lembre-se que esse monstro obedece ao Governo brasileiro que, por sua vez, como já disse, não tem dó de ninguém. A filosofia do Governo é darwinista: somente aquelas empresas e empresários adaptáveis às mudanças é que sobreviverão.

Para quem quiser saber mais detalhes, sugiro os seguintes links:

Você, enquanto empresário, deverá estar preparado para:

  • Controlar a jornada de trabalho de seus empregados, por meio de um sistema de ponto eletrônico ou planilha;
  • Controlar férias, licenças, folgas e outros afastamentos em geral;
  • Planejar demissões e rescisões de contrato de trabalho;
  • Contratar uma empresa para prestar serviços de Medicina e Segurança do Trabalho;
  • Controlar os benefícios, obedecendo à convenção coletiva do sindicato e à legislação trabalhista;
  • Elaborar uma Política Interna da empresa e informar constantemente aos empregados;
  • Organizar o prontuário de cada empregado, arquivando todos os documentos de cada um em ordem cronológica;
  • Organizar o arquivo de todos os documentos e mantê-los guardados de acordo com o tempo estabelecido na legislação trabalhista e previdenciária. Por prudência, costumamos orientar para guardar “para sempre + 3 dias” (risos).

Puxa! Mas, se contratei o escritório de contabilidade, o que o departamento de pessoal realmente faz?

Em primeiro lugar, o chamado DP vai lhe orientar para que sua empresa siga corretamente as regras previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como aquelas referentes à Previdência Social, PIS, FGTS e outras normas legais aplicáveis às relações entre o empregador/empresa e seus empregados. Inclusive quanto ao e-social.

infografico_DP

Com todas essas informações que você envia ao departamento de pessoal, então são executados os seguintes serviços:

  • Registro de admissão do empregado, com as devidas anotações na carteira de trabalho;
  • Elaboração e cálculos da folha de pagamento mensal e de pró-labore;
  • Elaboração e cálculos das guias de recolhimento dos encargos sociais (INSS, FGTS), contribuições sindicais e imposto de renda;
  • Cálculo das férias de cada funcionário;
  • Acompanhamento das convenções coletivas de cada sindicato;
  • Acompanhamento e atualização da tabela de imposto de renda;
  • Cálculo da rescisão do contrato de trabalho;
  • Representação do empregador nas rescisões dos contratos de trabalho.

Pronto! Agora você já tem o que precisa para ampliar o trabalho em equipe. Lembre- se sempre de manter a situação regularizada e, claro, o bom ambiente de trabalho.

Orçamento

A dica mais importante para o sucesso na Contabilidade

Você se lembra da primeira dica para a excelência na gestão de sua empresa? Pois bem, para continuarmos com os conselhos, uma coisa precisa ficar muito clara: a micro e pequena empresa, o profissional liberal (médico, dentista, psicólogo, fisioterapeuta etc.), o microempreendedor individual (MEI), o empresário individual (EIRELI), enfim, a imensa maioria dos empreendedores e empresas brasileiras não tem um contador. Contratar um profissional de contabilidade nessa condição fica muito caro. Financeiramente é inviável. Para ilustrar o que estou falando, consultei o site da Catho (em 18/12/2017) e ali consta que a média salarial de um contador no Brasil é de R$4.631,28. Evidente que as pequenas empresas, negócios geralmente familiares, e os profissionais liberais não têm condições de pagar esse salário para seu contador.

Contudo, a contabilidade é obrigatória, devendo obedecer a regras estabelecidas em nossa legislação. Em linhas gerais, o que a legislação estabelece como regra básica é que ninguém pode desobedecer a Lei e usar o ingênuo argumento: “Ah, eu não sabia!”.

Além disso, toda Lei utiliza uma espécie de palavra mágica, pouco usada nas palestras e eventos motivacionais sobre empreendedorismo: multa.

Não sabia? Multa.

Descumpriu a Lei? Multa.

Entregou em atraso? Multa.

Não pagou o imposto? Multa.

Não pagou a taxa? Multa.

Informou errado? Multa.

“Ah, mas, foi sem querer.” Então, justamente porque foi sem querer é que você estará pagando essa multa. Se o Governo entender que foi de propósito, a multa é bem maior!

Que enrascada, hein?! Se você ainda não sabia, o Governo é seu maior sócio, é ele quem cria todas as leis e – pasme – ele não tem dó de ninguém. Se sua empresa quebrar, vem outro e abre outra empresa, e a dança da arrecadação de impostos continua.

Qual foi a solução encontrada por milhões de microempresas, pequenas empresas, profissionais liberais, MEIs etc.? Contratar um escritório de contabilidade. Simples assim.

Isso significa, na prática, que o “seu contador” não é somente seu. Você o está compartilhando com todos os outros clientes do escritório de contabilidade. Para se ter uma ideia, um pequeno escritório tem em torno de 60 a 80 clientes. Grandes escritórios podem ter algo em torno de quinhentos. O que estou querendo dizer é que, se você não seguir a dica 1 de gestão financeira, o escritório de contabilidade não fará isso. Quem conhece profundamente a operação da empresa e, portanto, é o responsável pela gestão, é o próprio empreendedor. O que todo bom escritório de contabilidade faz é dar o suporte para que o empresário comande sua empresa com mais segurança e tranquilidade.

Dependendo de sua operação e do momento que sua empresa vive, minha sugestão é que você agende uma reunião para conversar com seu escritório de contabilidade, apresentar suas necessidades e solicitar um orçamento para contratar esse serviço específico de gestão financeira – ou uma consultoria, quando for o caso.

Veja o que o departamento contábil do escritório de contabilidade vai solicitar a você e perceba que são praticamente as informações e documentos que compõem o relatório de controle de fluxo de caixa, da Top Dica 1:

Não tem fórmula mágica, mas, posso resumir assim:

Sua boa gestão financeira + Serviços de um bom escritório de contabilidade = Suce$$o!

Essa dica vale ouro, não é mesmo? Então fique ligado e acesse os demais artigos, pois temos pela frente mais três dicas igualmente valiosas.

Orçamento

A excelência na gestão financeira de sua empresa

Ser empresário requer muita motivação, tenacidade, paciência, atitude positiva, foco no próprio negócio e na concorrência e profundo conhecimento das necessidades do seu cliente e do mercado em geral.

Como costumo dizer, você tem que ser um especialista em generalidades. Tem que ter uma sólida experiência no seu ramo de atuação. Conhecimento acadêmico também é bem-vindo, se possível. Ambos serão literalmente desafiados todos os dias por todos os tipos de problema que você imagina – e por problemas que você nem sonhava que poderiam existir.

Costumo dizer também que a legislação brasileira é um pântano, feito para você sucumbir facilmente, se não estiver bem preparado. O primeiro passo nesse pântano é fazer o planejamento do seu negócio. Pode parecer algo esotérico, difícil e que não se aplica à sua empresa (pensando aqui que estamos falando das MPEs: micro e pequenas empresas). Porém, é exatamente o oposto: o planejamento não é um bicho de sete cabeças. Deve ser simples e direto. Ele servirá de guia para essa importante etapa inicial do seu empreendimento ou também no caso de sua empresa já existir há vários anos e você estar buscando uma reestruturação.

Fracasso é o jacaré que o persegue nesse ambiente hostil, cheio de perigos decorrentes da complexidade da legislação tributária, trabalhista e do emaranhado de regras burocráticas que reinam absolutas no “país da desburocratização”…

Pois é, assim pode parecer que pretendo tirar da sua cabeça a ideia de começar sua própria empresa; ou – se ela já existe – revitalizá-la, pensando na continuidade do negócio, diante das constantes mudanças. Só que não! Isto é um alerta justamente com o objetivo de lhe mostrar como andar nesse pântano, sem ficar perdido entre bichos peçonhentos e riscos desnecessários. Você não pode mudar o pântano, mas, pode conhecê-lo melhor para se sair bem. Como empresário e como ser humano.

Sou formado em Administração de Empresas, Direito e Ciências Contábeis. Fiz pós- graduação em Marketing pela ESPM. Trabalhei 12 anos como publicitário. Tenho 18 anos de experiência atendendo empresas no escritório de contabilidade. Pode ter certeza que vi, ao longo de todo esse tempo, muito sucesso, e sei que a base do êxito empresarial é o planejamento e a gestão do negócio.

Então, selecionei cinco artigos, cada um com uma dica para a excelência na gestão de sua empresa. A primeira diz respeito à gestão financeira e aqui vai ela:

Continue reading

TOP FIVE: 5 dicas para a excelência na gestão de sua empresa

Aspectos contábeis, fiscais, departamento pessoal e gestão financeira

Ser empresário requer muita motivação, tenacidade, paciência, atitude positiva, foco no próprio negócio e na concorrência e profundo conhecimento das necessidades do seu cliente e do mercado em geral.

Como costumo dizer, você tem que ser um especialista em generalidades. Tem que ter uma sólida experiência no seu ramo de atuação. Conhecimento acadêmico também é bem-vindo, se possível. Ambos serão literalmente desafiados todos os dias por todos os tipos de problema que você imagina – e por problemas que você nem sonhava que poderiam existir.

Costumo dizer também que a legislação brasileira é um pântano, feito para você sucumbir facilmente, se não estiver bem preparado. O primeiro passo nesse pântano é fazer o planejamento do seu negócio. Pode parecer algo esotérico, difícil e que não se aplica à sua empresa (pensando aqui que estamos falando das MPEs: micro e pequenas empresas). Porém, é exatamente o oposto: o planejamento não é um bicho de sete cabeças. Deve ser simples e direto. Ele servirá de guia para essa importante etapa inicial do seu empreendimento ou também no caso de sua empresa já existir há vários anos e você estar buscando uma reestruturação.

Fracasso é o jacaré que o persegue nesse ambiente hostil, cheio de perigos decorrentes da complexidade da legislação tributária, trabalhista e do emaranhado de regras burocráticas que reinam absolutas no “país da desburocratização”…

Pois é, assim pode parecer que pretendo tirar da sua cabeça a ideia de começar sua própria empresa; ou – se ela já existe – revitalizá-la, pensando na continuidade do negócio, diante das constantes mudanças. Só que não! Isto é um alerta justamente com o objetivo de lhe mostrar como andar nesse pântano, sem ficar perdido entre bichos peçonhentos e riscos desnecessários. Você não pode mudar o pântano, mas, pode conhecê-lo melhor para se sair bem. Como empresário e como ser humano.

Sou formado em Administração de Empresas, Direito e Ciências Contábeis. Fiz pós-graduação em Marketing pela ESPM. Trabalhei 12 anos como publicitário. Tenho 18 anos de experiência atendendo empresas no escritório de contabilidade. Pode ter certeza que vi, ao longo de todo esse tempo, muito sucesso, e sei que a base do êxito empresarial é o planejamento e a gestão do negócio.

Então, selecionei cinco dicas para a excelência na gestão de sua empresa. Aqui vão elas:

Continue reading

IMPOSTO DE RENDA – UM POUCO DE HISTÓRIA: MINHA E DO IRPF

Eu cursava a faculdade de administração de empresas no início dos anos 80. Gerenciava a administradora e imobiliária Flávio Buzaneli, junto com meu irmão, Fernando e – nos meses de março e abril de cada ano – a gente ajudava a elaborar e entregar as declarações de imposto de renda pessoa física – IRPF.

Naquela época a declaração do IRPF era toda manual. Então, além do conhecimento técnico sobre o assunto, nós oferecíamos os serviços de preenchimento datilografado, pois se o fiscal não entendesse a caligrafia do contribuinte, isso poderia gerar problemas com a Receita Federal.

Assim quando chegava março e abril, todo mundo ficava atento ao “leão do imposto de renda”. E eu nem sonhava com a possibilidade de um dia ser redator publicitário (essa foi minha profissão durante 12 anos), trabalhando em São Paulo. Graças ao fato de ter sido publicitário, num evento que participei, com vários palestrantes, tive a oportunidade de conhecer o redator Neil Ferreira, um dos mais brilhantes criativos dos anos 70, e criador do “Leão do Imposto de Renda”. Esse mundo realmente dá muitas voltas e é muito pequeno…

NEIL FERREIRA, criador do leão do IRPF

Foto divulgação: PROPMARK publicado em 09 de abril, 2012 – 18:32

Sobre Neil – nesse artigo da PROPMARK*, em 2012 – selecionei o seguinte trecho:

“Ele (Neil) não confessa qual campanha considera a mais memorável, mas diz que o Leão do imposto de renda dá um orgulho especial, pois foi veiculado por 10 anos e, mais de 30 anos depois e sem qualquer veiculação, continua a frequentar as manchetes dos principais jornais. É o primeiro e até hoje único personagem da publicidade a entrar nos principais dicionários brasileiros, o Aurélio e o Houaiss. Neles, entre os significados do verbete ‘leão’, encontra-se o arrecadador ou cobrador do imposto de renda.”

Bem, voltando a minha realidade, quando fiz o curso de Direito no UNIANCHIETA, então Faculdade de Direito Padre Anchieta, meu tema de monografia, tendo como orientador o professor Alexandre Barros Castro, foi o imposto de renda – IRPF.

Na mencionada monografia, fiz um breve resumo sobre a história do tributo. Cito aqui a abertura do capítulo 2, denominado Escorço Histórico:

O imposto sobre a renda, da maneira como o conhecemos hoje, isto é, com incidência sobre a totalidade da renda do contribuinte, foi criado no Brasil, através da Lei de Orçamento nº 4.625 de 31/12/1922. Assim dispõe o Legislador no art. 31 da referida Lei, in verbis:

Art. 31. Fica instituído o imposto geral sobre a renda, que será devido anualmente por toda pessoa física ou jurídica, residente no território do país, e incidirá, em cada caso, sobre o conjunto líquido dos rendimentos de qualquer origem.”

Seguindo nosso passeio pela história:

  • Somente em 1934 é que o IRPF entrou na Constituição Federal, com a expressão “imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.”
  • Em 1954 foi criado o IRPF na fonte sobre os rendimentos do trabalho assalariado.

Dentre tantas características do IRPF, gosto de destacar o óbvio: ele varia de acordo com a renda do contribuinte! Mas isso realmente merece ser comentado, utilizando para isso uma situação fictícia, mas muito comum no dia-a-dia.

O cara chega com seu carrão importado num determinado bar. E pede uma cerveja. Outro cara chega no mesmo bar, mas com seu humilde modelo 1.0. E também pede uma cerveja. A carga tributária que está no preço da cerveja é a mesma para ambos: o cara do carrão importado e o do humilde 1.0.

Vamos supor que o cara do carrão importado ganhe por mês R$ 35.000,00. Líquido, já descontado o IRPF. E que o cara do humilde 1.0 ganhe 3.500,00, já descontado o IRPF. Fica, então, evidente que o preço da cerveja é 10 vezes mais caro para o humilde proprietário do 1.0. Vamos imaginar uma cerveja custando R$ 7,00. Pois bem. R$ 7,00 para quem ganha R$ 35 mil é uma coisa; para quem ganha R$ 3.500,00 é outra completamente diferente… Certo? Pode parecer bobagem, mas não é. O preço dos produtos, neste exemplo o preço da cerveja, não muda de acordo com a renda de cada um. Mas o IRPF sim. Essa é uma importante característica do imposto de renda.

Ninguém precisa parar de tomar cerveja. Mas é bom refletir.

* http://propmark.com.br/mercado/neil-ferreira-ganha-premio-jeca-tatu


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde 2.000 trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

Orçamento

TECNOLOGIA E PENSAMENTO

Às vezes escrever pode ser um desafio que tememos encarar. No meu caso, mais difícil que sessão de Pilates, seguida de 5km na esteira… Mas em ambas as situações o que sempre me inspira é a famosa motivação. Ter um motivo, um objetivo a ser atingido. Algo que está em nosso pensamento, abstrato, etéreo, e que queremos materializar. Ou como se diz em inglês: “make your dreams come true”. Faça seus sonhos se transformarem em realidade.

Ocorre que na década de 70, mais ou menos, não sou um grande historiador, inventaram uma coisa chamada “computador”. Eram gigantescos, ocupavam uma parede da sala. E esse bicho criado pelo homem foi ficando cada vez menor e cada vez mais rápido e poderoso. Assim, como uma bactéria invencível, espalhou-se por todo o corpo do planeta Terra. A grande aliada dos computadores a partir dos anos 90 foi a internet. Então, computadores poderosos + internet = mudança total de paradigma num espaço de tempo muito curto. Consequência disso: “os empresário” pira; e as instituições… pá!”

Então, hoje pra fazer nossos sonhos se transformarem em realidade dependemos da tecnologia. Nesse admirável mundo novo, tudo acabou ficando acorrentado ao sistema. Não sistema político, ou filosófico. Sistema de computação. Você chega no banco e ouve a frase: “estamos sem sistema”. Ou vai agendar sua consulta no plano de saúde e … “o sistema caiu”. Ou precisa acessar uma página de agendamento de perícia na Previdência Social e “a página está temporariamente fora de serviço”. Ou você vai pagar um boleto bancário e … “o sistema está indisponível. Tente novamente mais tarde.” E por aí vai.

O paradoxo óbvio: o que surgiu pra nos libertar e facilitar nossa vida, acaba nos aprisionando. Não sempre. Mas muitas vezes. Geralmente quando estamos com pressa pra resolver alguma situação urgente. Lembro de um amigo que trabalha com T.I. que fala sobre a irônica definição de hardware e software. Hardware é o que você chuta. Software é o que você xinga.

Constante relação de amor e ódio com a tecnologia. Freud provavelmente explicaria essa relação, se estivesse vivo. Muito provavelmente, criando algum app para android e iOS : )

Ainda assim, será que alguém consegue se imaginar sem internet e computador? Mesmo eu, dinossauro nascido em 1960, sobrevivendo arduamente no mundo digital, tenho que admitir que não consigo pensar em viver sem computador. Tudo bem, viver dá. É só se aposentar e mudar pra alguma cidade no Sul de Minas, por exemplo. Ou Capitólio, onde meu sobrinho esteve recentemente. Mas, e trabalhar? Como vamos hoje trabalhar sem internet e computador? Observando que utilizo a palavra computador, mas na realidade, são todos os hardwares disponíveis (aqueles que você chuta, lembra?): notebooks, smartphones, desktops, e todos os outros que estão sendo inventados neste exato momento. E seus milhares de softwares, aplicativos, e outros seres digitais. Resumindo: tecnologia.

Com tanta tecnologia fazendo tanta coisa, substituindo tantas funções, canibalizando tantas profissões, às vezes parece que o principal equipamento (hardware e software criados um para o outro, e que não é pra chutar, nem xingar) ficou esquecido num segundo plano: nós, seres humanos. Pior que isso: parece que definitivamente nós, seres humanos, não queremos mais pensar. A “deusa” tecnologia vai resolver todos os problemas, afinal os processadores são muito velozes, não se cansam, e repetem as mesmas equações ou comandos forever and ever. Desde que não dê algum pau. Não caia a conexão. Nenhum vírus invada a rede. Não haja interrupção na energia elétrica. Não ocorra superaquecimento dos processadores e placas. Não haja incompatibilidade entre hardware e software. E a versão esteja atualizada. De preferência todas as versões atualizadas, em real time.

Ok. Pode ser que eu esteja pegando pesado com a “deusa” tecnologia. Contudo o que pra mim é evidente, é que o pensamento acabou sendo deixado de lado. Quando deveria ser o núcleo de toda essa mudança de paradigma e comportamento. Pensar virou um acessório. O principal é o smartphone…

Pra retomar o início deste texto e concluir: tudo o que a tecnologia faz é ser uma ferramenta que nos auxilia a concretizar nossos sonhos. Algo que está em nosso pensamento, abstrato, etéreo, e que queremos materializar. Mas sem pensamento, sem reflexão, nossos sonhos são vazios.

_______________________________________________________________________________

Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde 2.000 trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

Orçamento

Aprendendo a Surfar na Tecnologia

1.994 foi o ano em que comecei a trabalhar com computador. Era um 486DX-4 100 MHz. Compramos também uma impressora HP Deskjet 560-C: jato de tinta, colorida! O monitor também era colorido! (Os monitores da época eram quase todos naquela cor “fósforo verde”). E um scanner de mesa. O monitor e o scanner, sinceramente não me recordo modelo ou marca. Mas me lembro bem que esse quarteto era o que se diz em Inglês, “state-of-the-art”. Agradeço a grande oportunidade que tive de começar, aprendendo do zero, com um equipamento de última geração. Mais ou menos como aprender a dirigir, dirigindo uma Ferrari. A sensação era uma mistura de euforia e medo. Acho que mais medo do que euforia. Era uma coisa completamente nova. E eu tinha 34 anos. Ou seja: somente aos 34 anos de idade (!!) é que a tecnologia entrou definitivamente em minha vida.

Aqui quando falo vida, refiro-me apenas à vida profissional, pois na vida pessoal a tecnologia ainda não estava presente. A internet no Brasil começa a engatinhar em 1995. O primeiro telefone móvel que tive acho que foi em 96: aquele Motorola que parecia um tijolo. Se caísse no pé, poderia até quebrar um dedo. Tudo ainda era mais manual. Papel. Tinta. Telefone fixo. Lista telefônica. Páginas amarelas para os anúncios comerciais.

A vida pessoal era manual; a profissional estava entrando na era digital, sem ter ideia do tamanho e da velocidade da revolução que estava começando. Eu surfava uma onda gigante. Sem salva-vidas. O que gerava muita adrenalina, especialmente quando o computador … simplesmente … travava. Lembro de certa vez, havia concluído um anúncio. Eu era redator publicitário, se ainda não disse. E o 486 travou. Nada acontecia. E eu não sabia o que fazer. A única solução era telefonar, com o telefone fixo, para a meiga japonesinha (perdoe-me mas esqueci o nome dela…) que nos dava suporte técnico. E ela me disse com a maior tranquilidade do mundo: “Flavinho, faz assim: desligue o monitor e o desktop.” Eu obedeci, tenso. “Ok. Desligados.” Ela continuou: “Desligue também da tomada.” E eu: “Ok. Desconectei o plug da parede.” Com uma voz ainda mais tranquila ela perguntou: “Tem algum lugar aí perto que você possa tomar um suco de laranja?”

Aí eu não aguentei e respondi: “Pô, você tá de sacanagem comigo! Tô aqui desesperado. E você quer que eu vá tomar suco?” Ela, zen, esclarece: “Faz parte da solução desse problema. O 486 trava quando a placa esquenta muito. Então você vai ter que esperar uns 15 a 20 minutos a placa esfriar. Vai tomar um suco. Relaxe. Quando voltar, ligue tudo novamente, você vai ver que tudo voltará ao normal.” Fui tomar o suco, mas confesso que não acreditei muito naquela história. Quando voltei, liguei tudo, e … tchan! O anúncio que eu havia criado estava salvo, pulando na tela do monitor quando dei o duplo clique no mouse.

Era uma aventura. Uma viagem sem roteiro definido. Mas sempre gostei de enfrentar desafios. O novo sempre me atraiu. Quando percebi, meu novo mundo era praticamente todo digital. E eu estava, aos 40 anos, aprendendo uma nova profissão: contador. O escritório fundado por meu pai em 1955 agora era meu negócio também. E mais uma vez agradeço, pois sinto que continuo a “dirigir uma Ferrari”, por fazer parte da FLÁVIO BUZANELI SERVIÇOS CONTÁBEIS, convivendo com pessoas que me fazem ser melhor a cada dia, vivendo essa gigantesca mudança de paradigma, e com a certeza que a tecnologia já faz parte do nosso DNA.


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde 2.000 trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

Orçamento

1.999 – Pressentindo a revolução do século XXI.

Sem nenhum saudosismo, escrevo este primeiro artigo do nosso novo site, reestruturado para atender as necessidades de nossos clientes e parceiros de negócios. Observando que registramos nosso domínio, www.buzaneli.com.br em 25/08/1999. (O Google foi registrado como domínio, www.google.com em 15/09/1997.*)

Naquela época, que parece tão distante, um escritório de contabilidade estar na internet era algo secundário, algo que pouco impactava na prestação dos serviços. Parecia mais uma moda passageira, ou no máximo uma opção. O essencial era fazer com que os clientes enviassem mensalmente ao escritório as notas fiscais de entrada e saída, extratos bancários e demais documentos. Todos impressos em papel!!

Poucos profissionais estavam percebendo que uma revolução gigantesca estava começando. Não sabíamos com certeza o que aconteceria, não tínhamos a pretensão de prever o futuro. Contudo, uma inquietação nos dizia que em muito pouco tempo estaríamos vivendo num ambiente de trabalho muito diferente ao que estávamos acostumados.

Vale aqui escrever o que já disse muitas vezes aos meus amigos contadores: Não é por acaso que a maioria dos escritórios de contabilidade começaram a surgir na década de 1950. O nosso foi fundado por meu pai – Flávio Buzaneli – em 1955. Isso acontecia como consequência da regulamentação de nossa profissão, através do Decreto-Lei 9.295/46, de 27 de maio de 1946. Esse decreto criou o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e definiu as atribuições do Contador e do Guarda-livros.

No meu entendimento, os primeiros escritórios de contabilidade foram empresas revolucionárias. (A maioria nascia com o nome de escritório comercial. A expressão escritório de contabilidade e/ou organização contábil ficou mais comum na década de 1980.) Os primeiros contadores da década de 50 e seguintes criaram um novo modelo de negócio, estruturado basicamente em 3 áreas de conhecimento, que foram estruturadas em 3 departamentos: contábil, fiscal, e pessoal. A esse núcleo de trabalho foram acrescentados o departamento de legalização de empresas, e a administração, que geralmente era exercida pessoalmente pelo próprio sócio fundador. Ou seja, a visão desses contadores que inventaram o escritório de contabilidade era tão revolucionária quanto a de Bill Gates, Steve Jobs, ou Mark Zuckerberg. Os contabilistas, fundadores dos primeiros escritórios de contabilidade, também criaram o que não existia no mercado, mas que depois que passou a existir, o mercado percebeu o quanto precisava desse novo serviço. Quem imaginava que iria precisar de smartphone? Computador pessoal? Softwares? Aplicativos?

Posso dizer que a mudança veio pra ficar. A quebra de paradigmas, e a extinção dos tradicionais modelos de negócio está apenas em fase inicial. Nesse cenário, temos os chamados “tecnotimistas”, e os “tecnopessimistas”. Dependendo da forma de olhar a realidade que se apresenta em mutação cada vez mais veloz.

Creio que é fácil perceber que sou um “tecnotimista”, senão não teria registrado nosso domínio em 1.999. Tenho a percepção que os atuais contabilistas continuam sendo revolucionários, atentos e atuantes. Com relação à nossa empresa contábil, FLÁVIO BUZANELI SERVIÇOS CONTÁBEIS, adotamos o conceito: “Somos uma empresa de tecnologia, especializada em serviços contábeis”. E nesse sentido, a reestruturação do site é mais um passo em nossa jornada, que se iniciou em 1955.

O futuro se constrói a cada dia.

* fonte: pesquisa em 12-09-16 em https://www.google.com.br/about/company/history/

 


Flávio Buzaneli Júnior é administrador de empresas, advogado e contador. Atuou 12 anos como publicitário. É pós-graduado em Marketing pela ESPM. Desde 2.000 trabalha na Flávio Buzaneli Serviços Contábeis.

Orçamento